
Dia dos Namorados exige inteligência de margem e eficiência no e-commerce
O Dia dos Namorados, uma das principais datas do varejo no primeiro semestre, coloca o comércio eletrônico em um período de forte movimentação. Diante de consumidores exigentes por prazos e experiências impecáveis, o desafio das empresas vai além de inflar o volume de vendas: exige precisão logística, controle rigoroso de margens e estratégias de retenção para transformar o pico de demanda em lucratividade real. Com a pressão por rentabilidade mais evidente, a eficiência passa a ocupar o centro da estratégia. Segundo a McKinsey & Company, iniciativas focadas em eficiência no setor podem elevar a margem operacional em até 3 pontos percentuais ao longo do ano, um ganho relevante em um cenário de custo de aquisição de clientes (CAC) alto e consumidores mais racionais.
Na prática, a priorização
Na prática, a priorização de canais próprios, como o e-commerce direto ao consumidor, contribui para a redução de comissões e maior controle da rentabilidade, enquanto o fulfillment regionalizado ajuda a conter o frete, um dos principais custos operacionais. A reorganização logística e a gestão mais precisa de estoques tornam o negócio mais enxuto, liberando capital de giro para o restante do ano. Para Cristiane Olivieri, COO da Lope Digital Commerce, o Dia dos Namorados representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a rentabilidade e o relacionamento com os consumidores. “Muitas empresas concentram seus esforços apenas em impulsionar as vendas durante a data.
No entanto, o verdadeiro diferencial está em garantir uma operação eficiente, com estoques bem planejados, logística preparada e uma experiência de compra sem atritos. Quem consegue executar bem esses pilares aumenta as chances de converter compradores ocasionais em clientes recorrentes”, afirma. Essa busca por eficiência também impacta a experiência do consumidor. Um estudo da PwC mostra que 29% dos clientes abandonam uma marca após uma única experiência negativa, mesmo que o preço seja competitivo.
Isso torna essencial a revisão de prazos de entrega, políticas de troca e atendimento ao cliente ao longo do ano. “Este ano, a sobrevivência no varejo digital virá do volume de vendas e, principalmente, da inteligência sobre a margem. Um negócio bem ajustado, além de cortar gastos, garante que cada pedido entregue seja rentável e que o cliente tenha motivos para voltar sem que a empresa precise investir em um novo anúncio para isso”, finaliza Olivieri.
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