A IA avançou dois anos. A confiança ainda não
Tecnologia & IABoxShift Take3 min de leitura

A IA avançou dois anos. A confiança ainda não

Davi FerreiraDavi Ferreira
·

Dois anos depois do estudo Leading Generative AI Deployment, da Adobe e EY, a tecnologia acelerou, os casos de uso explodiram e a barreira de entrada despencou. As conclusões do estudo, porém, seguiram mais atuais que nunca: os maiores desafios não estavam nos modelos, e sim na confiança, nas pessoas e na governança.

O consenso que virou lacuna

Em 2024, 98% dos CEOs diziam que planejavam investir em IA generativa; 66% mostravam incerteza sobre como capturar valor com a tecnologia. De lá para cá, a experimentação se espalhou por todas as áreas, do atendimento à criação de conteúdo. Mas a simples disponibilidade das ferramentas não resolveu o primeiro gargalo: a confiança.

Confiança e transparência como premissa

O potencial da IA depende de usar dados para criar experiências mais relevantes, no exato momento em que 79% dos consumidores se preocupam com a coleta e o uso das suas informações, e 80% querem saber se estão falando com uma pessoa ou com um sistema. Quando algoritmos influenciam recomendação e jornada de compra, a transparência deixa de ser boa prática e vira proposta de valor.

Pessoas: a familiaridade reduz o medo

A ansiedade de 2024, medo de substituição, perda de relevância, também se mostrou gerenciável. No piloto da EY, a preocupação dos participantes despencou depois de um período estruturado de experimentação e aprendizado. Empresas que criaram espaço para testar, errar e aprender avançaram mais rápido do que as que trataram IA como iniciativa isolada de implementação.

Governança: de conformidade a modelo de gestão

O terceiro ponto é o mais estratégico. Com a IA no dia a dia, vieram privacidade, propriedade intelectual, vieses algorítmicos e consistência de decisões automatizadas. Muitas empresas responderam com centros de excelência e comitês multidisciplinares que conectam tecnologia, jurídico, compliance e segurança. O que começou como conversa sobre ferramentas virou conversa sobre gestão.

O equilíbrio entre velocidade e controle

Organizações cautelosas demais desaceleram a inovação; as que priorizam só a velocidade acumulam risco que corrói o próprio benefício. As que avançam com consistência operam de forma transversal, transformando experimentação em aprendizado e aprendizado em resultado.

BoxShift Take

Aceleração tecnológica e governança não são forças opostas. Para o e-commerce, isso tem tradução prática: IA sem dado organizado gera decisão errada mais rápido. Antes de delegar decisões a modelos, garanta a fundação, dados confiáveis, processos definidos e um time que entenda o que a ferramenta faz. Na dúvida, teste em pequena escala, documente o aprendizado e só então escale. É assim que velocidade e controle andam juntas.

Tags:IAexpansãodesafiosorganizaçãotransformação
Gostou do conteúdo?

Transforme seu e-commerce com a BoxShift

Estratégia, tecnologia e marketing para lojas virtuais que querem escalar de verdade.

Solicitar Contato
Fale Conosco